Brandimage em entrevista na Executive Digest

By July 17, 2012 July 17th, 2014 Brandimage, Press
A Brandimage esteve em destaque na nova edição da Executive Digest. A entrevista teve como temas centrais os trabalhos, a experiência adquirida e as nossas expectativas para o futuro do mercado angolano.
Fica a entrevista na integra para consulta:

O mercado angolano é cada vez mais solicitado por empresas nacionais que nele veem novas oportunidades de negócio. Foi o caso da Brandimage, escolhida para criar a nova imagem do Ministério da Energia e Águas de Angola.
Falámos com José Ferreira e Miguel Almeida para perceber como tudo aconteceu.

Em que consiste a atividade da Brandimage?

A Brandimage é uma empresa especialista em Criação e Gestão de marcas. Desenvolvemos sistemas de comunicação sustentáveis, focados nas oportunidades de negócio, orientados para as expectativas do mercado e valorizando a vantagem competitiva das marcas. Esta tem sido a metodologia basilar de todos os nossos projetos, sem exceção. E tem sido responsável pelos resultados dos nossos clientes e, consequentemente, pelos nossos.

Numa época difícil como a que atravessamos qual o principal desafio que se vos coloca?

O principal desafio é de conseguir manter a competitividade com uma oferta de serviços honesta.
É muito tentador para as empresas apresentarem soluções de comunicação low cost, baseada em criatividade inconsequente, rápida, barata, mas sem expetativas de resultados.

O principal desafio numa época de escassos recursos é o de demonstrar ao mercado que os custos com comunicação não devem estar na rubrica das despesas mas sim na do investimento.

Acha que a internacionalização será uma das vias para a sobrevivência das empresas?

É, sem dúvidas, uma das poucas saídas para as empresas, dado que, neste momento, Portugal já apresenta uma oferta bastante competitiva, tanto na qualidade da oferta como ao nível do preço. Na minha opinião, o principal desafio que as empresas enfrentam é a sua capacidade de reinvenção e adaptação aos novos mercados. São muitas as empresas portuguesas que tentam a internacionalização sem definirem bem o seu posicionamento nessa nova realidade e acabam em casos de insucesso ou por ter de reformular a sua estratégia de ação. É uma constante no senário nacional. Penso que é uma questão cultural. Estamos sempre a confundir conceito de marca com logótipo e a julgar os outros mercados através do conhecimento que temos do nosso.

O índice de sucesso das empresas em novos mercados esta diretamente relacionada com o índice de credibilidade que adquirem e isso é o papel da “Gestão de marca”. Portugal precisa de Branding para credibilizar e vencer nos mercados estrangeiros.

Há quanto tempo estão no mercado angolano?

Entrámos no mercado angolano em 2009 pela mão da Angobetumes, na altura uma empresa da Sonangol e Trafigura. No curso dessa colaboração fomos convidados a participar no concurso internacional para a criação da imagem da DT Group, o qual ganhámos e que foi o início de uma duradoura colaboração.

O reconhecimento do trabalho desenvolvido trouxe outras oportunidade de negócio, tal como a imagem do sindicato dos bancários, a AEMR e, recentemente, a imagem do Ministério da Energia e Águas.

Quais as principais diferenças que conseguem assinalar entre este e o mercado nacional?

O mercado Angolano está optimista o que provoca dinamismo no aparecimento de novos projetos e vontade de fazer bem. Este mercado é no entanto muito relacional, isto é, todas as relações comerciais que se estabelecem dependem muito das relações que se estabelecem no âmbito pessoal. As relações de confiança são mais importantes do que qualquer contrato.
Em Portugal o mercado está muito pessimista e, consequentemente, muito transacional. Por um lado as empresas que já contam com presença no mercado reduzem custos e por outro as startups têm difícil acesso a fundos para investir.

De que forma se posicionam no mercado angolano?

No mercado Angolano estamos posicionados como uma empresa de criação e gestão de marcas de excelência orientada para as grandes e médias empresas, empresas públicas e bancos. Apresentamo-nos ao mercado angolano como uma solução honesta de excelência na eficácia e com custos proporcionais à qualidade do trabalho desenvolvido.

Infelizmente este mercado está manchado por casos de empresas Portuguesas que numa postura oportunista venderam gato por lebre. Até aqui todos os nossos projetos foram desenvolvidos e criados em Portugal e implementados à distância. Este projeto para o MINEA é o primeiro da parceria com a Mora e Associados, o que nos permite ter uma equipa sempre no terreno, com maior disponibilidade para o acompanhamento dos projetos e para a criação de novas oportunidades de negócio.

Como surgiu a oportunidade de criar a nova imagem do Ministério da Energia e Águas de Angola?

Esta oportunidade surgiu de uma relação previamente estabelecida com o anterior PCA da EPAL (Empresa Publica de Água de Luanda) a quem foi apresentada a Brandimage, o qual sempre se mostrou muito interessado na nossa empresa e na abordagem que fazemos às marcas. Embora a EPAL não tenha resultado em negócio, fomos convidados a participar no concurso público, do qual fomos selecionados, para a criação da nova imagem do MINEA.

Neste âmbito será desenvolvida uma nova imagem que sintetizará os valores e objetivos da instituição. Serão implementadas Ações de formação para a mudança, tendo em vista o nivelamento do comportamentos da equipa e a comunicação correta dos valores da marca para o exterior. Serão também desenvolvidas Ações de comunicação mediática e publicidade institucional.

Até que ponto este negócio pode cimentar a vossa posição em África?

Acredito que venha a ser um projeto de referência no nosso portfólio, não só pela visibilidade da instituição, mas, especialmente pela equipa do MINEA, a qual, pelos objetivos nobres que apresenta e pela elevada expectativa que tem, permitirão, de certeza, desenvolver um projeto de excelência.

A criatividade ainda marca a diferença?

A criatividade nunca foi tão determinante como no atual contexto, em que não existem fórmulas para o sucesso. Nunca tivemos tantos recursos de comunicação disponíveis a custos tão acessíveis e nunca foi tão difícil ter resultados .
É necessário surpreender sempre pela positiva em todos os momentos da comunicação, desde a estratégia até ao design, a criatividade, exercida de forma consequente, dá resultados e é sustentável.

É possível falar de sustentabilidade (como um vértice do trabalho criativo) quando nos referimos a África?

Sem dúvida. A prova disso são todos os nossos projetos desenvolvidos para África. Acredito que a sustentabilidade, assim como a responsabilidade social e ambiental, têm de ser uma preocupação de ambas as partes por forma a garantir a sua aplicação, seja em que sociedade for.

Além deste, que outros clientes têm nesse mercado?

A DT group , AEMR ( Angolan exploration mining resources), Moviflor Angola, SNEBA (Sindicato dos bancários), Free Mine.

Desejam avançar para outros países africanos?

Estamos a avaliar em outros territórios, em particular Moçambique onde já temos um projeto em curso para a presença on-line da Moviflor. Estamos, no entanto, conscientes que uma estrutura pequena como a nossa não aguenta grande dispersão.

Como encaram o futuro?

Com bastante optimismo. Acreditamos que vamos manter esta nossa capacidade de nos reinventarmos a cada momento. Com pragmatismo e total lealdade aos nossos valores.

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